quarta-feira, 20 de abril de 2011

MINHA TERRA NATAL

Já escrevi falando sobre vários povoados
Firmeza, Cachoeira e Taquaral
Agora escrevo sobre outra região
Que é minha querida terra natal.

É a inesquecível região da Mata Velha
Lá meu umbigo está enterrado
Onde meus pais, juntos, fizeram os primeiros planos
Sorriram, sofreram até choraram do meu lado.

Foi onde cultivei as primeiras amizades
No saudoso tempo de criança
Brinquei, chorei e tive meus primeiros sonhos
Enfim, vivi as primeiras esperanças.

Sinto uma emoção muito forte
Quando alguém fala em minha região
O peito parece que vai explodir
Com as pancadas do coração.

Recordando tantos momentos gostosos
Que lá trafeguei pelas veredas da vida
Em meio ao verde esperança
E contagiante de minha terra querida.

Recordo até as pedras do caminho
Que eu pisava descalço pelas manhãs frias
Nos caminhos da escola ou do trabalho
Por onde passava no dia-a-dia.

Muitas vezes tremendo de frio
Todo molhado de orvalho
Enfrentando trilheiros e pinguelas
Pelos caminhos do atalho.

Com o passar dos tempos
Surgiu a idade da ilusão
Cada vez crescia mais minha amizade
Entre os moradores da região.

Quando me lembro das reuniões da juventude
Sem querer uma lágrima cai
Sinto um nó na garganta
Suspiro profundo e a voz não sai.

Porque foi um pedaço da vida
Que ficou como herança e recordação
Pois parecíamos uma grande família
Cheia de amor, amizade e união.

Depois vem a parte do lazer
À qual resume mais a amizade
Em cada domingo ou em cada encontro
Era só alegria e felicidade.

Seja no esporte ou num pagodinho
Sempre era uma turma muito animada
Aquela amizade sincera
Por todos era sempre cultivada.

Em sonho vejo os mutirões de serviços
Uma turma de inesquecíveis companheiros
Gritando, cantando ou contando causos
Alegres e felizes o dia inteiro.

As vezes perco o sono e fico a recordar
Num sentimento sincero e profundo
Quantos colegas, amigos e parentes
Que já partiram para outro mundo.


Mas deixaram suas honrosas marcas
De serviço prestados à comunidade
E hoje gozam o merecido descanso
No berço da eternidade.

Aqui deixo meus sentimentos
De amizade, carinho e consideração
Pois a Mata e o oxigênio que eu respiro,
É o sangue que movimenta meu coração.

Porque um dia nasceu
Nessa querida região
O simples poeta sonhador
Zezé da Conceição.


Orizona, 02/04/2001
José de Sousa Péres

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