domingo, 17 de abril de 2011

A GRANDE TRANSFORMAÇÃO

Pego nesta simples caneta
Para falar na transformação
Ocorrida em nosso mundo,
Principalmente em nossa região.

Por volta dos anos 50 a 60,
Não existiam meios de comunicação,
Só havia rádio a bateria,
Não tinha televisão.

Transportes eram carro de bois e cavalo,
Carroça, roda de chapa e carroção,
Algum jeep circulava
E com raridade um caminhão.

Estradas patroladas eram poucas,
Tudo feito de enxadão,
Sempre se construía ponte sobre os rios,
Na base do grande mutirão.

Não existia lavoura mecanizada,
Nem adubo, nem tão pouco inseticida,
O homem usava ferramenta manual,
Para ganhar o pão e a vida.

Derrubava as matas virgens
Cheias de angicos e jatobás
Plantava todo mantimento,
Que crescia bonito, sem adubar.

A colheita era feita de carro de bois,
Com muito amor e dedicação,
Guardava-se tudo com fartura,
Principalmente arroz, milho e feijão.

Não existia ônibus nem automóvel,
Trem de ferro era o transporte principal,
Que ligava nossa Orizona
Ao mundo e à capital.

Asfalto na cidade, não havia,
Era cheio de lixo e mamoneira,
Também buraco e matagal,
Tudo colorido de poeira.

Energia elétrica era um sonho,
Água encanada não existia,
Não tinha luxo em nosso meio
Nem tão pouco mordomia.

Hoje, está tudo mudado
Na capital e interior,
Em qualquer rancho simples
Encontram-se aparelho de som
E televisão a cores.

Tanquinho de lavar roupas,
Parece até brincadeira,
Não se usa mais fogão a lenha,
Tem sofá e geladeira.

Condução hoje é muito comum,
Em todo lugar da região,
Filho de pai que andava a pé,
Hoje anda de moto ou carrão.

As máquinas substituem o homem,
Ainda ensinam médico e professor,
Tudo hoje é informatizado,
Na base do computador.

Telefone celular cruza o mundo,
Trocando idéia e informatização.
Televisão mostra fatos chocantes,
Que comovem o coração.

Mostra homem pisando na lua,
Do mesmo modo político de nome.
Mostra nosso rico planeta,
Onde pessoas morrem de fome.

Se você de meia e 3a idade
Parar e pensar na evolução
Que ocorreu de 1950 a 2000,
Nem acredita na transformação.

Parece um sonho o que aconteceu,
A mudança que ocorreu na sociedade,
Tanto para o homem do campo
Como para o homem da cidade.

Eu me sinto até orgulhoso,
Considero-me um veículo de comunicação,
Que assistiu com os próprios olhos
A essa grandiosa transformação.

Esse simples poeta,
Que observa tudo com atenção,
Chama-se José de Souza Péres
Conhecido por Zé Conceição.

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